Estudo da Múmia Andina

Além da Tothmea o Museu Egípcio possui em exposição outra múmia: Wanra, uma menina que viveu possivelmente na região do Andes, aqui na América.
Rosto reconstruído Reconstrução Facial de Wanra realizada pelo artista 3D Cícero Moraes, em 2013.

Os estudos, que envolveram a equipe do Museu, as áreas de Radiologia, Arqueologia, História e design 3D, demonstraram que Wanra morrera com cerca de 2,5 anos de idade. Através de uma tomografia axial computadorizada foi possível descobrir que não tinha patologias ou fraturas em qualquer parte de seu corpo e, ainda, que seus dentes estavam eclodidos quando morreu. Porém, não há uma datação para a múmia e nem se sabe a qual civilização pertencera, embora possua em seu braço direito uma pulseira, que pode ser uma chave para tal descoberta. O designer 3D, Cícero Moraes – com o auxílio do Profº. Dr. Moacir Elias Santos – também demonstrou a reaproximação facial em 2D de Wanra, feita no mesmo parâmetro que a da múmia Tothmea.

No corpo da Wanra, podem-se notar os olhos fechados, o nariz, a boca, as duas mãos, os pés e as unhas. Com um pequeno esforço por parte do visitante, é possível olhar no lado direito de Wanra, pela abertura entre sua perna e o braço, a pulseira anteriormente mencionada. A preservação do seu corpo é feita através da sílica gel, que retira a umidade do ar presente na vitrine. A Wanra está exposta ao público na quarta sala do Museu Egípcio & Rosacruz.

A mumificação consiste em métodos utilizados para dessecar um determinado corpo, e assim, evitar sua decomposição. O termo “múmia” é oriundo do árabe (múmia ou mumiya), que significa “breu” ou “betume”. Este elemento consiste em uma substância escura similar à que escorria do monte Mumia, na Pérsia, e que era utilizada para curar enfermidades. A mumificação pode ocorrer de forma artificial ou natural, sendo esta segunda maneira mais rara, uma vez que necessita de diversos fatores específicos para manter o cadáver preservado.

Podem-se encontrar exemplos da mumificação natural no gelo, em climas frios e secos e nas áreas pantanosas. A pequena Wanra (lê-se Uanrá) é uma múmia também preservada de forma natural, por conta do clima provavelmente seco da região na qual seu corpo estava. Ainda não se sabe que região é essa, mas pode-se julgar uma localidade próxima dos Andes, na América do Sul. Seu nome, na antiga língua Quéchua (língua de um povo nativo) significa “criança”, e recebeu este nome da equipe do Museu Egípcio & Rosacruz.

Entre 1995 a 2009, a instituição tivera em seu acervo apenas uma múmia original, egípcia e de aproximadamente 2600 anos, apelidada de Tothmea. A partir de 2009, através da doação da família Osterloch, o museu passou a contar também com Wanra, mas foi apenas em 2013 que a múmia andina pode ser exposta ao público pela primeira vez, no evento “Feliz dia da Múmia! III”, que contou com as participações do historiador e arqueólogo Moacir Elias Santos, do designer 3D Cícero Moraes, da Profa. Marinei do Rocio Pacheco dos Santos e dos técnicos em radiologia Anderson Lopes Franco, Luana Munique dos Santos e Priscila Lopes Franco.